Adesão às medidas de restrição de contato físico e disseminação da COVID-19 no Brasil

COVID-19
Quarentene
Pandemics
Epidemiology
Brazil
Autores

Celia Szwarcwald

Paulo Souza Junior

Deborah Malta

Marilisa Barros

Raphael Saldanha

Giseli Damascena

Luiz Azevedo

Margareth Lima

Dalia Romero

Ísis Machado

Crizian Gomes

André Werneck

Danilo Silva

Renata Gracie

Maria Pina

Data de Publicação

6 de novembro de 2020

Referência

SZWARCWALD, C. L. et al. Adesão às medidas de restrição de contato físico e disseminação da COVID-19 no Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 29, p. e2020432, nov. 2020.

Resumo

Objetivo: Analisar a adesão da população às medidas de restrição de contato físico e disseminação da COVID-19 no Brasil. Métodos: Inquérito de saúde, realizado pela internet, com amostragem em cadeia, no período de 24 de abril a 24 de maio de 2020. A intensidade da adesão à restrição de contato físico foi analisada segundo características sociodemográficas, utilizando-se modelos de regressão logística para investigar associações com ‘Nenhuma/pouca adesão’. Resultados: Dos 45.161 participantes, 74,2% (73,8-74,6%) relataram intensa adesão às medidas. O grupo que não aderiu às medidas foi composto homens (31,7%), com idade de 30 a 49 anos (36,4%), baixa escolaridade (33,0%), trabalhando durante a pandemia (81,3%), residentes nas regiões Norte (28,1%) e Centro-Oeste (28,5%) do país. Houve importante redução das taxas de crescimento diário, de 45,4 para 5,0%. Conclusão: Grande parte da população brasileira aderiu às medidas de restrição de contato físico, o que, possivelmente, contribuiu para reduzir a disseminação da COVID-19.

De volta ao topo