As Regiões de Saúde no Brasil segundo internações: método para apoio na regionalização de saúde

regionalization
geographic information systems
cities
Autores

Diego Xavier

Ricardo Oliveira

Christovam Barcellos

Raphael Saldanha

Walter Ramalho

Josué Laguardia

Francisco Viacava

Data de Publicação

13 de junho de 2019

Referência

XAVIER, D. R. et al. As Regiões de Saúde no Brasil segundo internações: método para apoio na regionalização de saúde. Cadernos de Saúde Pública, v. 35, p. e00076118, jun. 2019.

Resumo

Este estudo abordou a regionalização em saúde em várias escalas espaciais com base no fluxo de pacientes. O artigo analisou dados por meio de relacionamento de bases sobre origem e destino das internações em nível municipal no Brasil em 2016. A análise baseia-se na teoria dos grafos e usa um algoritmo de modularidade que busca agrupar municípios em comunidades com grande número de interligações. O algoritmo otimiza o número de internações e altas hospitalares, levando em conta o fluxo de pacientes. Os resultados são apresentados considerando diferentes estruturas político-administrativas espaciais. Considerando o fluxo de pacientes sem restrições espaciais, foram criadas 29 comunidades no país, em comparação com 64 comunidades quando os limites das grandes regiões geográficas foram respeitados, e 164 quando considerados apenas os fluxos de pacientes dentro dos respectivos estados. Os resultados mostram a importância de regiões historicamente constituídas, ignorando fronteiras administrativas formais, para implementar o acesso aos serviços de saúde. Também revelam aderência a limites administrativos em muitos estados do Brasil, demonstrando a importância dessa escala espacial no contexto do acesso às internações hospitalares. A metodologia oferece contribuições relevantes para o planejamento regional em saúde.

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